quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Мрії мої

Високо літають мрії мої -
Аж під хмарами чую їх хохот.
Сміються сами з собою...
Напевне, впилися вином свободи
Та й загубилися --
в джунглях своїх часів,
над вербами лісового строю!..

Конфлікт для неба пропонують
Бажають вільне життя людині:
Гармонійну банальність усім,
тим хто не може без неї жити
-- Як елемент присутній,
безмірно-процентово,
прикладають...

Мрії мої -- такі глибокі!..
І так високо вже піднялися,
що думка збагнути їх не має як.
Напевне, впилися вином свободи
Та й загубилися в повітрі.
А може десь зерно молотять
-- перекрутилися в вітряк!

Вершина мрій, це поеми стрічка.
В осінній день бачить весну...
А ніч -- для неї, як каганець:
Під синім небом золотіє як зоря
Та під горою -- в кожній долині
Ніхто не спить! Нема там сну...

Високо літають мрії мої...
І я не сплю!

Teus encantos

Teus encantos,
-- desencantos:
Muitos
prantos...

Tantos quantos são
os teus somados
todos os encantos.

Quanto mais
não te conheço,
mais te conhecer
tenho em apreço.

Desconheço quem tu és,
porque dizes sempre
quem não és!

Quando dizes estar perto,
Na verdade, nem estás!
Pareces um raio:
...zás-trás!..

-- És matéria invisível
que transita, entre
o fato e o possível,
como a sombra refletida
-- em águas turvas
de um agitado mar.

E haja quem tenha vontade
nessas águas a navegar!?.
Eu, por mim,
apenas de longe,
prefiro as observar.
Uma hora:
o mar vai serenar.

E os teus encantos
nas águas marulhentas
-- daquele mar turvo,
ainda vão te sufocar!

Não poderás mais revelar-te --
Não terás como te encontrar!..
Eu, por mim,
apenas de longe,
estarei observando
o mar agitado serenar.

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Zeferino

Zeferino era um bom menino.
Tinha seus defeitos,
Como todos os meninos --
da sua idade: Não gostava
de estudar... Só brincava.
Sua mãe dizia-lhe sempre
"Zeferino! Quando vais-te
na escola melhorar?.."

"Tens lição à beça! E
tu queres só brincar?.."

-Ó, mãezinha!
Não te aflijas.
Minhas notas, eu as vou --
até o fim do ano,
de qualquer jeito melhorar.
Por enquanto, deixe eu
assim brincar tranquilo.
Eu não quero me estressar?

Passou-se um ano.
Dois já se passaram.
Passaram três e outros mais.
Coitado do menino,
não conseguia atender
a seus bondosos pais.
Na escola piorava, --
a passos largos,
cada vez mais.

Zeferino não progredia. As
suas notas não melhoravam,
Nessas alturas,
já a raiz quadrada --
por completo, o enquadrou!
Zeferino ler não aprendeu,
Fazer contas não conseguia
E por incrível que pareça,
somar e dividir --
coitado, ainda não sabia.

Os anos passavam pronto...
O Zeferino "envelhecia" --
Criava barba, o seu bigode
pelas orelhas já subia.
Sentado um dia, na varanda
Seu pensamento o cambaleou
-- Desseu aos anos
da sua infância. Chorou...

O filme, em preto-e-branco,
na sua mente perpassou:
Pensou "Porque não obedeci
a minha mãe, foi quando
o mundo todo desabou!".
Perdi tudo o que não tinha
em simples brincadeiras...
E "a mamãe me avisou!"

Hoje não faço contas,
porque não aprendi.
Raiz quadrada me enquadrou!
O que leio, eu não entendo.
Meu linguajar me engana,
como sempre me enganou.
A culpa é de ningém.
-- É minha. A mãe já o falou!

segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Eles dois

Um -- letrado,
Outro -- semi.
Ambos juntos
esvaziaram o salão.

Que saudade
e que tristeza:
Dor no peito que sufoca
a alma e o coração...

Um -- nativo,
outro é gringo de nação.
Os dois não se entendem!
-- Suas linguas
não transitam verbos
de igual conjugação.

Cada qual diz:
Ser mais sábio que outro.
Na verdade, nenhum deles
sábio é...
Caso o fossem,
jamais deixariam diluir-se
-- dos poucos que restaram,
a vontade de curtir a fé.

O salão era uma casa
Se faziam lá:
Encontros comunais,
Assembléias de remidos.
-- Irmãos na fé...
Comungando sonhos reais.
Canções cantando,
orações fazendo e
prestando contas:
Para si e para quem ali
mais viesse consstruir:
Novos sonhos,
agregando mais fé...

Um -- letrado,
Outro -- semi.
Uniram seus esforços
que de sábios nada têm, não!
Desuniram os desejos,
desfazendo a comunia,
profanando a comunhão.

domingo, 25 de agosto de 2013

Ваша Гідність


Браток по вірі,
Ваша Гідність!
Мені дозвольте Вас запитати:
"Чому Ви нарікаєте на мене все...
В чім не є добрий мій поведінок?"

В одного Бога маємо ми віру.
В одний гурток збираємося --
віддавати Йому честь і славу.
Незгоди всякі нас знайдуть,
такби сказати, в одному
і в тім самим пароплаві.

Поправді, в нас є різниця.
Ви служите -- для Бога,
своїм карманом. А я,
моїм культурним станом.
Для Вас здирати доллар
-- з прихожана, те саме
що -- для мене, співати
пісню про старого Богуна.

Ваша Гідність зайшла далеко.
Забулися Ви, що люди мову мають.
Що нею, між собою, думки свої ділять
-- та що свої початки історичні,
Немов дитя маленьке, якось плекають!

Ось тут я і службу -- для Бога, маю.
Розповідаю, говором народу мого,
як Всемогучий дав нам свободу
Тай показав дорогу нам,
як відірватися від старого сходу...
А все ж таки, і не цуратися ніяк
все що найкраще свого народу.

Ви думку маєте змальовану на гроші.
Мої роздуми над повістю Вкраїни!
Як довести спокійно, до моря чистої води,
Щоб розташити, в лугах долин зелених,
та де цвітуть калини й ростуть гриби!

----------------------------------------------------------------
Іван Богун
"був одним із найвідоміших козацьких полководців
в Україні середини XVII ст., слава про якого
гучно лунала не лише на українських землях,..."
"сміливий, розумний ... надзвичайно популярний,
вміє, як ніхто інший, вдало діяти; сильний
і хитрий, як лис; ..."


quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Борис Леонидович Пастернак

Boris Leonidovitch Pasternak
Борис Леонидович Пастернак
(1890 - 1960) Poeta e romancista russo. Obra maior: Doutor Jivago
Foi-lhe atribuído o Nobel de Literatura de 1958, mas ele não foi
autorizado a recebê-lo por razões políticas.

Poema: Золотая осень
Tradução do russo por Mykola Szoma
Outono dourado

Outono. Parece um conto de fadas,
Escrito para que todos o possam ler.
Caminhos abertos, através de florestas,
Pelos caminhantes -- que vão deliciar-se,
com as belezas dos lagos.

Até parece ser uma exposição de arte:
Salões, salões, salões, salões nobres
De ulmos, de freixos e de álamos
Envoltos em suas vestes douradas.

Tílias formando arcos dourados --
Parecendo coroas de noiva.
O visual das bétulas --
Sob o véu de noiva, diante do altar,
Diáfano e límpido...

A terra inumada
Sob as folhagens, cobrindo as covas,
No entorno amarelado dos casarões...
Como que enquadrada em molduras douradas.

Ali o arvoredo, durante o mes de setembro,
Sob a luz da aurora, fica postado alinhado.
O ocaso, sobre a casca da sua pele, deixa
Uma marca indelevel de um colorido de âmbar.

Ali não se pode pisar em barrancos,
Para que não se tenha notícias
-- por todos os cantos: Assim se enfurece,
que nem um passo se possa dar, sob os pés,
a milenar folhagem...

Ali, ao final das alamedas,
Ouve-se ecos de íngremes encostas
E da aurora o irromper da cor de cereja
Também, a transformação dos raios em energia.

Outono. Um canto milenar
Sede de livros antigos, de vestimentas, de armas,
Ali, onde o catálogo de todos os tesouros,
É folheado -- permanentemente, sob o frio intenso.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Leonid Nikolaievych Martynov

Leonid Nikolaievych Martynov
Леонид Николаевич Мартынов (Omsk, 1905-1980)
Entre 1939 e 1945, ele publicou três livros de poesia, mas só se tornou
mais conhecido após a morte de Stalin. De 1955 seus poemas começaram
a ser publicados amplamente em revistas e em forma de livro. Seu estilo é
da velha escola dos anos 1920, com muitas referências locais para a Sibéria.

Tradução do russo por Mykola Szoma
(Земля, 1955) A Terra

Uma
inquietação
não se acalmou ainda --
E prontamente a outra se apresenta,
O mundo, todavia, parece-me mais lindo;
Desejos ainda permanecem
A Terra --
Enfeitada pelas planícies,
Cultivando tablados de dançarinos,
Viadutos dependurados,
Cercados de reservatórios aquáticos,
De espaços atolados de cinzas
e de adubos minerais -fertilizantes;
Traspassada,
ao longo do seu dorso,
pelas contínuas correntes elétricas...

E mais ali,
-- Um deserto
que era ainda ontem,
Terra virgem, das epopéias,
Jázia esquecida -- Redescoberta,
Lavada pelos aguaceiros,
Parece não terminarem
as suas extensões...
E sobre ele
estrelas com estrelas
fazem seus encontros.

O mes de maio se vangloria
O canto dos rouxinóis
corta os espaços.
A Terra, bela e formosa,
Maravilhosa mais se torna!