quinta-feira, 31 de janeiro de 2013
Foi uma "bomba"
Foi uma "bomba"!
Detonou os laços da família,
rompeu as tradições paternas
-- Criou as desavenças e
dividiu os corações de
irmãos -- Tornou-os
"inimigos" de si próprios...
Foi simples --
na mente das crianças,
incutiu aos poucos
que a mãe delas
pouco sabia.
Que ela -- a tia delas, é a
que mais tinha condições de
estar com elas... De
dar-lhes os ensinos,
que alas mereciam...
A tal da tia, achava-se
acima da cunhada;
Com ela não se bicava e
essa de nada percebia!?
O resultado, a família
se diluia. E hoje,
apenas sonhos do que seria,
se a tia não tivesse
"entrado" onde não devia!..
Fca um conselho, se é que há
-- Jamais permita,
seja quem for que queira,
intrometer-se na tua vida...
A formação correta,
aos filhos seus, você que dá!
O resto é besteira.
Não se permita a ninguém,
dar liberdades a fomatar
-- palpites e conselhos,
por mais bonitos e "sábios"
que se pareçam.
Se os filhos são seus
então com você que cresçam!
quarta-feira, 30 de janeiro de 2013
Соляні копальні
Соляні копальні
цукрового смаку не мають.
Буряки в них не родяться;
Апельсинки, також ні!
Мудряків словоблудних
у безліч знайдеться
там де багато дається
лісових грибів.
Усе по чину своєму
Визначні події дає!
Чужого ніхто не приймає
буцімто може бути своє.
-- Я не присвою твоє;
ти не присвоїш моє.
Нарікати недобре й даремно
на те що не знаєм, на те
що від нас не залешить.
На те що від нашого роду
не має реального доходу.
Бож те що чуже є,
є не наше!..
Тож сенсу немає
в соляні копальні
цукрового смаку шукати!..
Repetidores sem base
Eles são os conselheiros.
Dão informações de como se vive.
Na verdade, são repetidores
das compilações de conhecimentos
feitas por outros... Também
repetidores antecedentes
-- que noções possuiam
de como "ganhar" com
o saber dos outros.
Nada mais do que
espertos aproveitadores!..
O saber é mais do que
a compilação de escritos,
deixados por outros.
O saber é mergulhar
até a fonte da origem
das primeiras causas.
È debruçar-se sobre a 'mesa'
coberta de raizes debulhadas
-- Para inferir-se algo novo
que, poderia tornar-se
em nada mais do que num
de "Colombo ovo..."; Todavia
seria um conhecer probo!
Um saber verdadeiro, genuino
e sem parecer uma ovelha,
quando não se passa
de um lobo...
Um saber probo exige
-- leitura, pesquisa, debate;
Muitas noites não dormidas...
Trocar frases faceis
por complexos pensamentos
de construções inauditas.
Conhecer lingua pátria
tal como a deixaram
nossos passados.
Jamais nivelá-la por baixo...
Elevar o povo para cima!..
Que ele saiba falar
com elegância
e rima!..
segunda-feira, 28 de janeiro de 2013
O casal
Margarita Aliger (Margarita Iosifovna Aliger)
(Маргарита Иосифовна Алигер, 1915 - 1992)
O nome dela também é: "Маргарита Иосифовна Зейлигер"
Nasceu em Odessa, na Ucrânia.
De família judaica, de sobrenome Zeliger.
Poetisa soviética, tradutora e jornalista.
1934 -1937 estudou em Maxim Gorky Literature Institute.
Foi casada com o compositor Konstantin Makarov-Rakitin,
que faleceu, em 1941, na batalha de Yartsevo.
A sua obra poética compõe-se de 70 poemas (da série).
Tradução do russo, para o português, é
de Mykola Szoma.
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11. O casal (Двое, 1956)
Eles brigaram novamente no trâmuei;
Não se contiveram --
nem se envergonharam dos estranhos.
Por mim, com inveja involuntária,
eu emocionada admirava-me deles...
Eles não sabem, o quanto são felizes.
Graças a deus! Mas e porque deveriam saber.
Pensar somente! -- Ao lado, um do outro,
Ainda vivos, tudo é possível consertar e
também, tudo é possível compreender...
Sim e não
Margarita Aliger (Margarita Iosifovna Aliger)
(Маргарита Иосифовна Алигер, 1915 - 1992)
O nome dela também é: "Маргарита Иосифовна Зейлигер"
Nasceu em Odessa, na Ucrânia.
De família judaica, de sobrenome Zeliger.
Poetisa soviética, tradutora e jornalista.
1934 -1937 estudou em Maxim Gorky Literature Institute.
Foi casada com o compositor Konstantin Makarov-Rakitin,
que faleceu, em 1941, na batalha de Yartsevo.
A sua obra poética compõe-se de 70 poemas (da série).
Tradução do russo, para o português, é
de Mykola Szoma.
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10.
Sim e não (Да и нет)
Se agora eu tivesse dezoito anos,
com certeza responderia: Não!
Se agora eu tivesse vinte anos,
com certeza responderia: Sim!
Porém, para os meus anos já vividos,
pouco é dizer essas pequenas palavras:
"sim" e "não".
Contar tudo sobre a minha alma,
por essas palavras, não se lhes daria.
Então não me pergunte a respeito,
quando permaneço em silêncio...
Весна
Весна прийшла
Трава степів позеленіла.
Весна прийшла;
Квітами покрила все.
Десь на дубах,
гнізда нові будують;
Хоча старі можливо було вживати
-- вони не так і постарілися...
Іще, із року минулого,
твердо стояли на гільках.
Птахи ж не є дурніші від людей.
Навчилися любити все нове...
Старе нехай для тих
долі хто мало має.
А той хто може, закидає
-- свої бажання,
до горизонтових рожевих
і тепліших ночей.
Такі поміщені не серед зимових,
а серед країв землі розквітних.
Там ночі виробляються тепліше
та й граються з людьми
як кольорові барви
маленьких дітей.
Сонні ночі там не існують!..
Здається що світогляд
ногами в гору перевернувся.
Чи праця взавтра буде
для мене то ні з чим.
Тільки я спати не бажаю --
Солодитися літом й
тихеньким вітерцем...
А в решті, я все забуду!
В найгіршім стані,
зроблюся я співцем!?.
Трава степів позеленіла.
Весна прийшла...
В найгіршім стані,
зроблюся я співцем!?.
Cogumelos
Margarita Aliger (Margarita Iosifovna Aliger)
(Маргарита Иосифовна Алигер, 1915 - 1992)
O nome dela também é: "Маргарита Иосифовна Зейлигер"
Nasceu em Odessa, na Ucrânia.
De família judaica, de sobrenome Zeliger.
Poetisa soviética, tradutora e jornalista.
1934 -1937 estudou em Maxim Gorky Literature Institute.
Foi casada com o compositor Konstantin Makarov-Rakitin,
que faleceu, em 1941, na batalha de Yartsevo.
A sua obra poética compõe-se de 70 poemas (da série).
Tradução do russo, para o português, é
de Mykola Szoma.
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7. Cogumelos (Грибы, 1946)
Floresta toda pintada em dourado,
uma alma alegre e valente,
perdida em estranhos cuidados,
na calma existência sem pressa.
O azulado por entre as bétulas desponta,
e um atalho, que vai para longe...
Poderia colher cogumelos de baldes!
Mas não quero, pois é facil demais...
Melhor que me engane, como é de costume,
observando as folhas caídas do ano passado.
Que eu considere como sendo uma raposinha
a pétala dourada -- se mechendo, daquela flor.
Medo não tenho de uma tal desventura.
Pois a hora decisiva, já está mais perto.
Nenhuma armadilha poderá esconder nada
dos meus infalíveis olhos observadores
daquelas milagrosas, caras, e desejadas,
daquelas singulares, e melhores, minhas...
Em complicadas e queridas mentiras
das milagrosas transformações em florestas.
Eu me embriago de felicidade, como se
estivesse diante de uma frase torturante...
Quando então se aproxima o minuto,
em que o silêncio invade e toma conta de tudo.
Parece não haver ofensas, nem tão pouco suspeitas,
Os problemas da terra já estão rosolvidos...
So resta-me ficar jenuflexo
no silêncio da mata, sem nada dizer --
Experimentar, como é agonizante e como é novo,
quando confiantemente deseja-se viver;
Tal como um cogumelo branco, -- a última palavra,
que se sufoca de felicidade,
quando se arranca da sua "raiz".
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